Podemos trabalhar juntos durante anossem nunca nos encontrarmos
Uma reflexão sobre tecnologia, convivência e o significado dos encontros de equipa, por Lu Marinho.
Há alguns anos, trabalhar durante muito tempo com alguém sem nunca o encontrar pessoalmente pareceria uma situação pouco comum. Hoje, faz parte da realidade de muitas equipas. Partilhamos projetos, decisões, responsabilidades e resultados com pessoas que conhecemos através de um ecrã.
A revolução tecnológica transformou rapidamente a nossa maneira de trabalhar. Aproximou profissionais de diferentes países, facilitou a troca de conhecimentos e abriu possibilidades que valorizo e aproveito todos os dias. Ainda assim, tenho pensado no espaço que estamos a reservar para a convivência e nas aprendizagens que aconteciam naturalmente quando partilhávamos o mesmo ambiente.
O que aprendíamos no dia a dia
Pela linguagem corporal, percebíamos uma hesitação, um entusiasmo ou o momento de encerrar uma conversa. Um olhar podia convidar alguém a participar. Uma mudança de expressão sugeria que talvez fosse necessário explicar melhor uma ideia. Aprendíamos a observar e a ajustar a nossa maneira de comunicar.
Até a escolha da roupa adequada ao ambiente envolvia uma leitura do contexto. Compreendíamos, aos poucos, os códigos daquele lugar, as diferentes ocasiões e a maneira como nos apresentávamos às outras pessoas.
Na pausa para o café, havia espaço para contar uma novidade, ouvir uma opinião ou descobrir uma afinidade. Eram conversas sem pauta, mas que também contribuíam para a nossa formação e para a qualidade das relações que construíamos.
Decidir onde almoçar era outro pequeno exercício de convivência. Um queria conhecer o restaurante que tinha acabado de abrir, outro procurava uma opção mais económica, alguém tinha pouco tempo. Encontrar um lugar que agradasse a todos exigia escuta, flexibilidade e consideração pelas necessidades de cada um.
Tudo isso acontecia no decorrer do dia, sem que precisássemos de dar um nome à aprendizagem.
As conversas que nos permitiam conhecer melhor
Às vezes, apanhávamos boleia de um colega de trabalho e, durante o percurso, as trocas extrapolavam os assuntos profissionais. Uma música no rádio trazia uma lembrança. Surgia uma conversa sobre um filme, uma viagem ou uma situação em família. Aos poucos, conhecíamos melhor a pessoa com quem partilhávamos tantas responsabilidades.
Falar de um prato ou vinho preferido também podia abrir novos caminhos. Alguém apresentava um sabor que ainda não conhecíamos, contava a história de uma receita ou recordava um lugar especial. Cada pessoa trazia referências que ampliavam o repertório de todos.
Essas conversas permitiam perceber sensibilidades, interesses e formas de olhar para o mundo. Por vezes, ajudavam-nos a compreender um comportamento que, dentro de uma reunião, poderia ter sido interpretado de outra maneira.
Acredito que esse conhecimento pode influenciar a forma como trabalhamos juntos. Quando conhecemos um pouco mais da história de alguém, podemos encontrar mais recursos para dialogar, compreender diferenças e construir confiança.
Os pequenos rituais também nos reuniam
Lembro-me do amigo secreto no final do ano. Cortávamos os papéis, escrevíamos os nomes, dobrávamos e reuníamos todos para o sorteio. Só aquela preparação já nos colocava no clima de dezembro.
Vinham as brincadeiras, a curiosidade e as tentativas de descobrir quem tinha tirado quem. Pensar no presente era também uma oportunidade de prestar atenção ao outro: do que gosta, o que costuma comentar, o que poderia fazê-lo sorrir.
Hoje, o sorteio pode ser feito eletronicamente, em poucos segundos. É prático e facilita a participação de quem está longe. Mas aquele pequeno ritual presencial também tinha o seu valor. Criava uma ocasião para interromper as tarefas e viver algo em conjunto.
Pergunto-me como serão as competências sociais das gerações que terão menos oportunidades de experimentar esses momentos. E como podemos criar novas ocasiões de convivência dentro das formas de trabalho que temos hoje.
Criar tempo para estar presente
É com esse olhar que penso nas experiências do Oboé by Lu Marinho, no edifício do Theatro Circo, no Centro Histórico de Braga.
Os almoços e jantares de confraternização de dezembro foram desenhados para que as equipas tenham tempo de conversar, descobrir afinidades e desfrutar da companhia de quem está ao lado. Ao preparar o ambiente, penso também nas condições que favorecem essas trocas: uma música que permita ouvir, um serviço que respeite o ritmo do encontro e uma atmosfera em que as pessoas se sintam à vontade.
Depois do jantar, dos brindes e das trocas de presentes, o after no Club exclusivo permite prolongar essa convivência. Com boa música e sem a formalidade de estarmos sentados à mesa, podemos circular, aproximar-nos de outros colegas e deixar a conversa seguir novos caminhos. Um momento para relaxar e permitir que a sensibilidade seja a protagonista.
Gostaria que o espírito de nascimento e renovação do Natal nos inspirasse a cultivar esses encontros ao longo do ano. A criar ocasiões em que possamos estar presentes, ouvir com atenção e conhecer melhor as pessoas com quem trabalhamos.
Porque muito do que aprendemos sobre as pessoas acontece quando a reunião termina e a convivência continua.
Lu Marinho
CEO e curadora do Oboé by Lu Marinho
Conheça as propostas de confraternização de Natal no Oboé by Lu Marinho
Ou fale connosco pelo WhatsApp +351 961 081 400.
Perguntas frequentes
Como é um jantar de Natal de empresa em Braga no Oboé?
É pensado para que a equipa tenha tempo de conversar: uma música que permite ouvir, um serviço que respeita o ritmo do encontro e uma atmosfera em que as pessoas se sentem à vontade. Depois do jantar, dos brindes e da troca de presentes, a noite pode continuar com um after no Club exclusivo.
A confraternização pode ser ao almoço?
Pode. As confraternizações de dezembro no Oboé fazem-se ao almoço ou ao jantar, conforme o que fizer mais sentido para a equipa.
Como pedir uma proposta para a equipa?
Pelo formulário da página de eventos corporativos em Braga ou pelo WhatsApp +351 961 081 400. O Oboé fica na Rua Dr. Gonçalo Sampaio, 16/18, no Centro Histórico de Braga.